quinta-feira, 14 de abril de 2011

Modena City Ramblers

Dizem que é "combat folk":



Western Union, qui chez Babylon
Got me money but really miss me home
Western Union, qui chez Babylon
Got me money but really miss me home
Giorni che passano, i say doberdan
Un sospiro rubato alla città
Giorni che passano, i say doberdan
Un sospiro lieve rubato alla città

 Positive thinking, nema problema
Festa e pomeriggio sopra una panchina
Si scaldano i racconti da un tè in compagnia
Una torta di papavero per volare via
Shpeit shpeit hayde, ritorniamo a casa
Uhda' e mbar, miredita a tutta la famiglia
Shpeti shpeit hayde, ritorniamo a casa
Giorni che passano, qui chez Babylon

Western Union come for me
Please take me home
Mia suerte es nada
Ma un giorno anch'io sarò regina

Il sole sorge, i say doberdan
La maison des fous is luna y soledad
Il sole sorge, i say doberdan
La maison des fous is luna y soledad
L'odore di straniero ti resta sulla mano
Occhi azzurri fuggono, sì... fuggono lontano
I say doberdan
Un sospiro rubato alla città
Occhi azzurri fuggono, fuggono lontano

Western Union come for me
Please take me home
Mia suerte es nada
Ma un giorno anch'io sarò regina
Western Union come for me
Please take me home
Mia suerte es nada
Ma un giorno anch'io sarò regina

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Falemos destas e de outras guerras (p'ra variar)

Imagem do filme House of Flying Daggers (2004), de Zang Yimou


«Pondera a situação e depois move-te.» 

Sun Tzu, A Arte da Guerra, VII.15



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Falemos de amor (p'ra variar)



Whenever I'm alone with you
You make me feel like I am home again
Whenever I'm alone with you
You make me feel like I am whole again
Whenever I'm alone with you
You make me feel like I am young again
Whenever I'm alone with you
You make me feel like I am fun again

However far away I will always love you
However long I stay I will always love you
Whatever words I say I will always love you
I will always love you

Whenever I'm alone with you
You make me feel like I am free again
Whenever I'm alone with you
You make me feel like I am clean again

However far away I will always love you
However long I stay I will always love you
Whatever words I say I will always love you
I will always love you



sábado, 2 de abril de 2011

O poder e a glória

Em tempo de repensar o poder em democracia, Giorgio Agamben fala das modernas formas de o instituir, do papel determinante da opinião pública na sua criação e da função que ela tem na sua glorificação; da questão fulcral, hoje, do controle dos media para o condicionamento da opinião pública, mas também do como e do quanto eles alimentam a glória do poder.  
A interessante tese de Agamben é a de que a sociedade moderna dá continuidade às formas de glorificação  de diversos líderes do passado, fazendo-o agora ainda com maior intensidade e proliferação. Conclui, assinalando um possível esvaziamento da actividade de governação, na mesma medida em que se intensificam esses processos de glorificação. 
Não espantará, portanto, verificar que as opiniões circulantes nos meios de comunicação social possam cumprir uma singular metamorfose da opinião pública, ao mesmo tempo que a divulgam. O que é, sem dúvida, bastante interessante de analisar, mas nem por isso totalmente compreensível, no que se refere à sua consistência com a realidade. De facto, isso acontece porque os meios de comunicação social não se limitam a transmitir-nos a realidade. Antes de mais, o que fazem é criá-la.

Radical, profundo e polémico, mas, seguramente, incontornável. Fica a sugestão: acompanhar o fio do brilhante raciocínio, a partir dos restantes vídeos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Horizonte longínquo

Crying Girl, Roy Lichtenstein (1964)

Aquilo que se espera, além de sacrifícios, penitências e outras coisas que tais, é uma visão alargada para o futuro deste país. Como é uso dizer-se hoje, e correctamente, uma visão sustentável. Mas este horizonte é ainda longínquo, porque se não há dinheiro, o problema agora é o como obtê-lo no imediato, pelo menos para manter o regular funcionamento das instituições. Em suma, para que o país ande regularmente para a frente, mesmo que devagar... Espera-se tudo isto, a solução do agora e a do depois, e não a prática continuada do pseudo-debate de ideias e de soluções, refém da destruição sistemática do opositor. Mas, porque se espera, não significa que venha. No entanto, nada disto que se espera é um aguardar por D. Sebastião. Espera-se porque é um horizonte possível e concretizável. Espera-se porque se sente no dia-a-dia que há dificuldades. E a esperança é de que elas não estejam a cair num saco sem fundo. Estarão? Vão estar? Como também é uso dizer-se, quem espera, sempre alcança, quanto mais não seja, um... Vamos ver o que aí vem: se um pontapé, se um dar a mão. Com os juros da nossa dívida a chegar acima dos 9%, suspeito que o ambiente é mais o do primeiro caso.
Digamos que há muitas maneiras de fazer política. Mas falar melhor disso fica, hoje, para outra altura qualquer...
E tudo isto também porque eu preciso de comprar rímeis e batôns, para fazer jus à minha condição, da qual ainda não me tinha apercebido (ver comentários à publicação anterior). Tudo coisas que eu não uso. Mas para uns cremes anti-age e um pequenino blush, será que há direito? Já nem digo para livros, ambição e soberba!, sobretudo ao preço a que eles estão!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Muito é perspectiva

Mark Rothko, Untitled, 1969

Estive a ler umas coisas de Freeman Dyson a propósito de energia nuclear. Dyson fez parte de um projecto de viagens espaciais (o projecto Orion) que propunha a utilização de um sistema de propulsão nuclear. Isto, há umas quantas décadas atrás. Mas, entretanto, a ideia foi abandonada, atendendo ao perigo das explosões nucleares na nossa atmosfera, e mesmo no espaço. Felizmente, digo eu (que sou a favor da exploração espacial como destino futuro da humanidade), o projecto foi abandonado (porque também considero o nuclear perigosíssimo para esse futuro da humanidade)! Assunto curioso, mas não é bem o que quero agora focar.
Acontece que acabei por ficar presa a umas quantas outras palavras de Dyson, sem dúvida, uma mente brilhante - e também bastante polémica. Ao fazer estas afirmações progressistas, ele depositava, certamente, grande confiança na espécie humana:

«O facto central da nossa situação é que vivemos em muitas escalas de tempo diferentes. A humanidade sobreviveu no passado e tem de aprender a sobreviver no futuro lidando com problemas em muitas escalas de tempo simultaneamente. (...) Esta é a principal razão da complexidade da natureza humana. Somos a única espécie que tem consciência da passagem do tempo e da nossa mortalidade, a única espécie com uma consciência do futuro. (...)
Numa escala de tempo de cem anos, cada um de nós estará morto como indivíduo. Sobreviver numa escala de tempo de cem anos significa sobreviver como família, como nação, como escola de ciência ou de arte, como empresa industrial ou como comunidade religiosa. Visto que a nossa espécie evoluiu para sobreviver numa escala de tempo de centenas de anos, temos lealdades para com estas unidades sociais mais amplas que transcendem as nossas vidas individuais. As lealdades para a família, tribo e instituição estão profundamente enraizadas na nossa natureza. Sem estas fortes lealdades a causas maiores do que nós próprios não seríamos humanos. Quando olhamos para o futuro numa escala de tempo de cem anos, a questão central que devemos colocar é a seguinte: a que causas devem dirigir-se as nossas lealdades?»
in Freeman Dyson, Mundos Imaginados

[o sublinhado é meu]

Posto isto, o que há a acrescentar talvez seja algo assim: que a humanidade anda a dirigir cada vez mais as suas lealdades a estranhas causas, transformadas em "curtas" causas. É que a questão não se aplica só ao nuclear, mas sim a muitíssimo mais... Por este andar, a perspectiva a cem anos pode ser a nossa pré-extinção (sim, eu sei que sou uma optimista). Que pena ainda ninguém ter inventado um "alargador de horizontes temporais"... O problema é que isto não vai lá só com aparelhos, implica também (e de que maneira!) mentalidades. Coisas bastante humanas, portanto.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Antídoto

Spring Landscape, David Hockney (2004)

Se escrever é uma forma de afirmação, manter este espaço também o é. Portanto, cumpre-me dizer que continuo preocupada. Motivos não faltam, apesar da super-lua e da chegada da primavera, sempre tão desejada. Mas, as preocupações não pagam dívidas. Em contrapartida, fazem cabelos brancos. O que me faz pensar logo na bela madeixa branca no cabelo da Susan Sontag, que ando a ler. Vidas vividas, cabelos prateados, posso concluir. E parece-me bem. Aliás, neste nosso tempo, temos muita coisa para viver. Há sempre muita coisa para viver em todos os tempos. E nós temos isto isto e até isto ainda. Não faltaria acrescentar... Poderá manter-se a ilusão de que nos dizem tudo quanto a esta situação? Sobretudo, será que lhes dizem tudo? Mas, enquanto nos confrontamos com casos bicudos e nada compreensíveis (passe a ironia), daqueles em que os amigos se volvem inimigos e os inimigos amigos, é recomendável ir preparando o ânimo para tempos mais instáveis. Refiro-me ao que há a acontecer por aqui mesmo, neste cantinho à beira-mar plantado. Se é que há um modo previsível de tudo, ele é o da ferocidade tão característica da vida na selva, digo, da vida na polis.
Apesar de tudo, podemos festejar, já que a natureza ainda se cumpre no equinócio da primavera.

terça-feira, 15 de março de 2011

Gravidade

Ando preocupada com muitas coisas. Entre elas, ando muito preocupada com isto. Sobretudo quando nos chegam imagens repletas de cenários trágicos, a par da solene dignidade de um povo.
E este sonho, que mais nos envolve enquanto pesadelo, tem qualquer coisa de premonitório. No mínimo, é um  gritante alerta, e o legado de um grande artista. É ver, pensar, e, acima de tudo, se possível, ajudar os outros, que é como quem se ajuda a si mesmo.  

 


quinta-feira, 10 de março de 2011

A solução do peixe amarelo

Golden Fish, Paul Klee

...e o melhor que a gente tem a fazer, por estes tempos que correm, é começar já a pintar um peixe amarelo, seguindo o exemplo do pintor... mas, primeiro, é preciso escutar: 




Regresso ao futuro

Muitas vezes, diz-se: nunca regresses a um lugar onde já foste feliz. Mas como não procurar todos os lugares que nos parecem compatíveis com...