sexta-feira, 29 de julho de 2011

Regenerar e voltar


Um pequeno momento sereno para os meus amigos e amigas da blogosfera. Antes de retomar a escrita por aqui... Depois de regenerar o meu ímpeto de comunicar neste lugar, depois de sentir saudades, e de querer voltar à escrita e à reflexão. Por vezes, temos que cortar um pouco de nós, para deixar aparecer algo mais do que somos verdadeiramente.


A todos: BOAS FÉRIAS!



sexta-feira, 22 de julho de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

Roda da fortuna

Carousel, James Rosenquist (1978)

Este carrossel de James Rosenquist parece-me muito interessante, embora diferente daquele que habita a memória da minha infância. Se é que a vida pode ser comparada a um grande carrossel, nesse tempo ela conseguia sê-lo mesmo, e no mais amplo sentido: tudo a girar vertiginosamente e eu no meio, sem que nada me pudesse parar. Só mais e mais... vida, e os acontecimentos vividos comigo dentro, sem tempo nem espaço para os observar de fora...
Havia então, no tempo das grandes feiras, meninos e meninas a correr alegremente para entrar na roda que girava velozmente, e eu sentada no cavalo-marinho do carrossel - o meu preferido. Lá mais para a frente... um pouco depois do tempo da alegre inconsciência, comecei a ter receio. Um absurdo receio. O de que, por alguma oculta razão, a volta nunca viesse a terminar, e eu não pudesse voltar a pisar o chão firme dos meus dias. Uma improvável hipótese que a minha imaginação tornava realidade. Era então que os outros moderavam o meu receio, rindo-se e afirmando peremptoriamente que tal nunca aconteceria. E, assim, conseguiam acalmar-me. Depois, até chegava a rir-me com eles da minha própria fantasia. Quando agora me lembro de tudo isso... ao ver, ainda que raramente, um carrossel de feira, recordo-me logo também de como foi depois... anos mais tarde, já a sair do tempo dessa alegre meninice. O entusiasmo foi desaparecendo, andar de carrossel dizia-me pouco, e quando os amigos queriam saber porquê, lá respondia eu: que uma volta era pouco, que terminava logo. Pior, quando ela tivesse início, eu já sabia que em poucos minutos iria terminar. Portanto, não tinha piada. Que desmancha-prazeres! é como me vejo agora. Mas eles não desistiam, e iam... enquanto eu ficava a ver... e eles sempre a chamar por mim... Assim eram e são os bons amigos. 
Parece-me estranho, agora, pressentir de novo o fascínio de uma simples volta de carrossel. O que me faz pensar no encanto do efémero... esse fugaz instante, ao qual a minha razão tende a dar pouco valor. Não há dúvida de que o tempo é um grande mestre!


Regresso ao futuro

Muitas vezes, diz-se: nunca regresses a um lugar onde já foste feliz. Mas como não procurar todos os lugares que nos parecem compatíveis com...