«Bem desejaria poder dizer a si mesma que estava enganada quanto aos seus escrúpulos relativamente ao passado e aos seus receios relativamente ao futuro. A razão e o seu dever mostravam-lhe, noutros momentos, coisas totalmente opostas, que a levavam rapidamente à resolução de não voltar a casar e de nunca mais ver o Senhor de Nemours. Mas era uma resolução bem violenta de estabelecer num coração tão enternecido como o seu e ainda de novo abandonado aos encantos do amor. Enfim, para recuperar alguma calma, pensou que não era ainda necessário violentar-se tomando resoluções; as conveniências davam-lhe um tempo considerável para se decidir. Mas resolveu continuar firme quanto a manter qualquer relação com o Senhor de Nemours. O Vidama foi visitá-la e defendeu a causa do príncipe com todo o espírito e aplicação imagináveis, mas não pôde fazê-la mudar de conduta, nem em relação à que havia imposto ao Senhor de Nemours. Disse-lhe que a sua intenção era permanecer na situação em que se encontrava; que sabia que esse desígnio era difícil de executar, mas que esperava ter força para tanto. (...)»in A Princesa de Clèves, Madame de Lafayette

«Acabo de ter esta noite a prova de que a música, quando perfeita, põe o coração exactamente no mesmo estado em que se encontra quando goza a presença de quem ama; isto é, dá aparentemente a mais intensa felicidade que existe neste mundo.
Se assim acontecesse com todos os homens, nada no mundo predisporia mais para o amor. (...)
O hábito da música e dos sonhos que ela provoca predispõe para o amor. (...)»
Se assim acontecesse com todos os homens, nada no mundo predisporia mais para o amor. (...)
O hábito da música e dos sonhos que ela provoca predispõe para o amor. (...)»
in Do Amor, Stendhal
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