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sábado, 7 de julho de 2012

velocidade existencial

ao longo do tempo tive oportunidade de conhecer muitas pessoas que não sabiam descansar. pura e simplesmente não conseguiam fazê-lo. sinceramente sempre me fez confusão... e claro está acabei por desenvolver uma espécie de teoria acerca disso. não sei se corresponde efectivamente à realidade mas alguns factos levam-me a crer não estar de todo desajustada. é bastante simples afinal: descansar para muitas pessoas significa um estado próximo da morte. "parar é morrer" diz-se. acontece que eu própria também tenho um certo horror à imobilidade. na verdade eu pendi sempre para a agitação e para o desdobramento praticamente impossível de tarefas e para o desejar estar aqui ali além e acolá. eu própria com medo de parar. mas estas coisas acontecem apenas até um certo dia - uma forma de dizer é claro. acontecem até uma pessoa perceber que se não abrandar morre mesmo. é só então que se descobre a maravilha que é descansar. e o mais interessante de tudo isto (elementares cogitações da existência) é algo paradoxal - uma vez que é ao abrandar que realmente se avança. mas a cada um a velocidade certa. ando sempre a tentar descobrir a minha por entre a necessidade de a aferir pela dos outros. e a deles é certamente importante. pelo menos até certo ponto. maravilha das maravilhas: antecipar a possibilidade de viver uns tempos em velocidade moderada. 
dizem estudiosos do cérebro que a vida acelera à medida que se envelhece. se assim é talvez seja por isso que eu quero abrandá-la.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

topologia

ao correr do mundo ao correr da pena há sempre um lugar certo onde devemos situar-nos. importa saber qual é e ter noção exacta dele para não incorrer em equívocos ocupando o lugar errado. o lugar que não nos pertence logo não é o nosso na era internet é aquele situados no qual não podemos cumprir a ligação que pretendemos estabelecer no complexo encadeado de relações em que estamos mergulhados. nunca deixa de me surpreender verificar que há tanta gente que desconhece o seu lugar. é efectivamente tarefa difícil reconhecê-lo continuamente e mais ainda permanecer por lá não cedendo à tentação de pular elos e ocupar o tal lugar errado onde a função que desempenhamos fracassa. posso esquecer-me ocasionalmente do meu lugar acontece aos melhores e também aos piores mas regra geral sei exactamente qual é. não é nenhum lugar especial mas como todos os lugares ocupa espaço. procurarei assegurar que só me encontram por lá aí exactamente aí ou aqui em suma no lugar certo. mas falhar é uma possibilidade que permite uma eterna correcção... ou melhor uma permanente actualização. acho que gosto mais de reajuste. enfim qualquer coisa disso. do que até se conhece mas sempre se procura. até lá.