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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

De olhos postos no Irão - I



«(...) foi a "persianização" do Islão que salvou a herança dos grandes escritores clássicos. Após a pilhagem de Roma e da destruição da Biblioteca de Alexandria, a tradição do conhecimento clássico e dos trabalhos de Aristóteles, de Ptolomeu e de muitos outros, foram levados para o Ocidente, parcialmente preservados por monges que viviam em remotas comunidades celtas. No entanto, foi também acarinhada nas bibliotecas da Pérsia sassânida - até à chegada do Islão. Os invasores árabes viram estas bibliotecas como idólatras. (...) De uma só vez, todas as bibliotecas foram pilhadas e o seu precioso conteúdo queimado - todas as bibliotecas, isto é, excepto uma. Na longínqua região de Fars, em Jundi-Shapur, uma única biblioteca, por sinal bem recheada, sobreviveu à purga. Mais tarde, um califa de mente mais aberta ordenou que todos os livros de Jundi-Shapur fossem traduzidos para árabe e guardados em Bagdade para criar a base da famosa Bait al-Hikma, A Casa da Sabedoria. Foi a partir daí que os livros, a pouco e pouco, viajaram para ocidente e serviram para inspirar o Renascimento. Se não fosse a Biblioteca de Jundi-Shapur, pouco saberíamos sobre as grandes obras da antiguidade clássica - e o Renascimento não teria existido.
»
in O Irão, John Farndon










Que Irão em 2010? Que mundo para o Novo Ano?



Imagem: fotografia de Shirin Neshat



Regresso ao futuro

Muitas vezes, diz-se: nunca regresses a um lugar onde já foste feliz. Mas como não procurar todos os lugares que nos parecem compatíveis com...