
Se o tempo é um aspecto da existência que sempre me atraiu, a mudança, e conjunto de transformações geradas pelo fluxo do devir, é um outro aspecto que não me interessa menos. Não é de estranhar, já que um transporta em si o outro.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, em mim, converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.
-Luís de Camões-
Portanto, - e que bem o cantou o poeta - tudo muda... Surge-me a reflexão, sobretudo a propósito de uma conversa a que assisti recentemente, num daqueles raros programas de televisão aceitáveis, que permitem fugir um pouco ao desgaste do quotidiano. Aí, e então, debatiam-se as mudanças da nossa actual sociedade a vários níveis. Mas, principalmente, no contexto profissional.
Ora, o que bem conheço desse contexto actual é um conjunto de exigências cada vez maiores, num permanente desafio à mudança. No geral, e de acordo com os especialistas, não há como escamotear a questão: com o passar do tempo, diga-se claramente, com a idade, as pessoas têm mais dificuldades em adaptarem-se a mudanças. Aliás, o senso comum diz-nos isso com expressões como "de pequenino é que se torce o pepino", "burro velho não aprende línguas", etc.
Agora, isto parece-me um desafio do tamanho das nossas esperanças para a espécie humana (se é que as temos): com uma população cada vez mais envelhecida, com um futuro onde o que se projecta é uma cada vez maior esperança média de vida... como irá lidar esta população com as mudanças que se dão, cada vez mais, a um ritmo vertiginoso?
A necessidade de mudança acelerada toca-me, e toca a todos, actualmente. Por exemplo, a informatização da minha vida profissional aumenta todos os dias, e as actualizações necessárias surgem a um ritmo quase alucinante. Até onde chegará esta possibilidade de reajustamento contínuo das minhas performances? De acordo com as previsões, tende a diminuir... Mas o desafio permanece. Existirá alternativa? Alguma forma de inverter a inexorável seta do tempo?
Ora, o que bem conheço desse contexto actual é um conjunto de exigências cada vez maiores, num permanente desafio à mudança. No geral, e de acordo com os especialistas, não há como escamotear a questão: com o passar do tempo, diga-se claramente, com a idade, as pessoas têm mais dificuldades em adaptarem-se a mudanças. Aliás, o senso comum diz-nos isso com expressões como "de pequenino é que se torce o pepino", "burro velho não aprende línguas", etc.
Agora, isto parece-me um desafio do tamanho das nossas esperanças para a espécie humana (se é que as temos): com uma população cada vez mais envelhecida, com um futuro onde o que se projecta é uma cada vez maior esperança média de vida... como irá lidar esta população com as mudanças que se dão, cada vez mais, a um ritmo vertiginoso?
A necessidade de mudança acelerada toca-me, e toca a todos, actualmente. Por exemplo, a informatização da minha vida profissional aumenta todos os dias, e as actualizações necessárias surgem a um ritmo quase alucinante. Até onde chegará esta possibilidade de reajustamento contínuo das minhas performances? De acordo com as previsões, tende a diminuir... Mas o desafio permanece. Existirá alternativa? Alguma forma de inverter a inexorável seta do tempo?
