Os quadros de Francis Bacon são inegavelmente espantosos e geniais. Vejo neles movimento e metamorfose. Mas, é-me sempre difícil olhá-los. Suponho que deva dizer, neste caso, "ainda bem". De algum modo (ou modos), torna-se explícito o horror que há no mundo, o horror que há no humano, sem que a sua revelação se torne limitação. Pressinto como que um potencial de horror nos seus traços, para lá do que é imaginável por mim, no instante em que os observo e vejo...
Outras imagens há, nas quais o potencial de horror se auto-limita pela sua crua exposição, concretizada nos mais ínfimos detalhes. Ou seja, de certa forma, o que era apenas uma hipótese algo indefinida, imaginada e pressentida, numa pintura de Bacon, torna-se visão gritante da realidade. Com a sensação de que para lá do que se vê então, não pode existir mais nada (?). Perante ela, a dor indescritível de ver, e a consciência de que o choque talvez seja necessário à acção.
Imagem: pintura de Francis Bacon
Outras imagens há, nas quais o potencial de horror se auto-limita pela sua crua exposição, concretizada nos mais ínfimos detalhes. Ou seja, de certa forma, o que era apenas uma hipótese algo indefinida, imaginada e pressentida, numa pintura de Bacon, torna-se visão gritante da realidade. Com a sensação de que para lá do que se vê então, não pode existir mais nada (?). Perante ela, a dor indescritível de ver, e a consciência de que o choque talvez seja necessário à acção.
Imagem: pintura de Francis Bacon
