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quinta-feira, 16 de junho de 2011

E agora, para algo completamente diferente

Ontem, em dia de eclipse total da lua, o meu silêncio eclipsou-se, perante este magnífico momento de silêncio dito e cantado. Algo nesta voz e nesta composição faz de nós um barco de regresso ao cais, depois de se ver à deriva. Fica dito.



Há um silêncio pesado
Que não sei de onde é que vem
Nem sei se lhe chamam fado
Ou que outro nome é que tem

Se canto, não me dói tanto
O coração magoado
Mas há em tudo o que canto
Este silêncio pesado

Não é mágoa nem saudade
Nem é pena de ninguém
O silêncio que me invade
E não sei de onde é que vem

Silêncio que anda comigo
E que mesmo sem eu querer
Diz através do que eu digo
O que eu não posso dizer

Este silêncio pesado
Que me suspende e sustém
Nem sei se lhe chamam fado
Ou que outro nome é que tem

Se com palavras se veste
A alegria e o pranto
Então que silêncio é este
Que há em tudo o que eu canto

Composição: Manuela de Freitas e José Mário Branco



Regresso ao futuro

Muitas vezes, diz-se: nunca regresses a um lugar onde já foste feliz. Mas como não procurar todos os lugares que nos parecem compatíveis com...