
Lust, Caution de Ang Lee: um filme que estreou algures no princípio deste ano de 2008 em Portugal. Não fui vê-lo ao cinema, mas coloquei-o na minha lista de pendentes a não perder. Para quando tivesse tempo para o apreciar.
Finalmente, vi o filme. Ou o Filme.
Finalmente, vi o filme. Ou o Filme.
Se eu já era admiradora deste realizador de cinema, agora sou-o incomparavelmente mais... É preciso possuir um especial ponto de vista estético para criar assim... Uma visão sensível, delicada, intensa, dramática, sensual, grandiosa e profunda. Tocante.
Uma homenagem a grandes filmes clássicos, que não pode deixar os seus admiradores indiferentes.
Baseado no conto da escritora chinesa Eileen Chang. A autora da história também merece destaque. Um enredo de grande riqueza dramática, uma brilhante e profunda análise da natureza humana, onde a vivência do patriotismo se confronta com emoções e desejos individuais.

Nada no filme surge ao acaso. Nada é gratuito. É preciso vê-lo e apreciá-lo como um todo. Admirar a criação artística que mergulha na alma humana sobretudo com o olhar.
Interpretações excepcionais.
Uma impressão que marca também a minha opinião: o filme foi criticado por alguns quanto à sua lentidão. Relativa, evidente. De facto, o filme marca um tempo que não corre depressa. Se há filmes que nos agarram pela velocidade, outros agarram pela lentidão. Apreciei precisamente essa forma de nos dar tempo, de permitir entrar devagar no ambiente, de assimilar a época, os lugares, as atmosferas. Pode não ter nada a ver directamente, mas este "ter tempo para" fez-me lembrar uma característica dos romances da Jane Austen, cuja leitura tanto me atraiu no passado... Também aí o tempo é marcado com diferentes ritmos. Uma cena tão simples como um lento passeio pelo jardim pode representar para a história um momento essencial, pelo qual o leitor pode vir a "ficar" realmente nela. Tal como aqui, no filme, o espectador.
A música é lindíssima!
Interpretações excepcionais.
Uma impressão que marca também a minha opinião: o filme foi criticado por alguns quanto à sua lentidão. Relativa, evidente. De facto, o filme marca um tempo que não corre depressa. Se há filmes que nos agarram pela velocidade, outros agarram pela lentidão. Apreciei precisamente essa forma de nos dar tempo, de permitir entrar devagar no ambiente, de assimilar a época, os lugares, as atmosferas. Pode não ter nada a ver directamente, mas este "ter tempo para" fez-me lembrar uma característica dos romances da Jane Austen, cuja leitura tanto me atraiu no passado... Também aí o tempo é marcado com diferentes ritmos. Uma cena tão simples como um lento passeio pelo jardim pode representar para a história um momento essencial, pelo qual o leitor pode vir a "ficar" realmente nela. Tal como aqui, no filme, o espectador.
A música é lindíssima!


