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sábado, 29 de junho de 2013

Lugares

Não, não abandonei este espaço. Mas a disponibilidade para escrever - afinal, é o que justifica a sua existência - tem sido quase nula. Nada disto passa por ser obrigação. É mais devoção. A disponibilidade requer tempo livre mas, sobretudo, exige um espaço psicológico. Que tem estado em crise - assim como tudo. Apesar disso... eis que esse estado crítico se insinua mais, um estado que é para mim também um lugar a ocupar a minha mente, mais crítico porque mais instável - um equilíbrio instável é o que pode exigir-me palavras escritas. Viver activamente pode ser existir apenas numa espécie de modorra desgastante. Mas há outras formas de vida possíveis. Às vezes tão distantes como as tais profundas galáxias que adivinhamos existirem para lá de... no universo imenso. Outras vezes, tão próximas quanto a nossa imaginação.
É porque escrever é preciso. É porque continuar é preciso.

Até já.

sábado, 21 de julho de 2012

catharsis de verão

é preciso circunscrever a acção às suas consequências. uma acção inconsequente em matérias importantes é voto de imbecilidade. o país não pode avançar à custa do entretenimento balofo das coisas mais que sabidas. mas essa é a grande ocupação. silly ou não silly season. vamos apertar bem o cinto pois no poupar é que está o ganho. mas antes que a verborreia me tome ou me consuma impõe-se descansar. há mais vida para além da pequenez de espírito que envolve a politicazinha deste país a transbordar de sofrimentos reais. precisamente o que há para além de... descansar é pois neste ângulo de visão e de acção um longo mergulho na realidade. splash!

terça-feira, 12 de junho de 2012

mas que nada

ensaiei um olhar de resistência pacífica. olhei o abjecto e contive-me. na lama boiavam pedaços de espinha dorsal. dizem que o homem é sapiens sapiens e eu duvido. é devagar que se aprende a sustentar o brilho das luzes e o ruído sibilante das vozes. nunca se pode medir com precisão a quantidade exacta. ou o peso concreto. a parte do eu que pactua com o intolerável. rejeito a festa dos importantes ao cair da noite. não concebo perder nem mais um grama de ser. o peso maior sustenta-se no silêncio. amanhã cumprimenta-se a iniquidade vitoriosa. sustém-se a superficialidade levezinha da fama que singra nesta fábrica urbana de tiradas tóxicas. transportadas de cá para lá. e de lá para cá. há jovens descrentes. fazê-los sorrir é abrir a janela. o mundo inteiro concentrado numa flor. a única matéria que quero estudar. eu mesma na metafísica do sorriso. e os outros na biologia da flor.