Numa ida ao teatro com os alunos, deparei-me com a Companhia de Teatro O Sonho, da qual já me tinham falado antes, mas que ainda não tinha tido oportunidade de ver representar. A peça a que assistimos foi Falar Verdade a Mentir de Almeida Garrett. Um texto que conheço bastante bem de trabalhos anteriores a nível de escola.
Ora, estes simpáticos artistas merecem um elogio, já que o seu trabalho é notável no que se refere ao apelo que conseguem fazer aos jovens para os atrair ao teatro, cativando-os e entusiasmando-os de forma simples, mas cheia de humor, e não isenta do rigor e seriedade exigíveis, sobretudo face ao respeito a observar na adaptação do texto original.
Se o grande Almeida Garrett fosse vivo, por certo gostaria de ver este trabalho. É que o seu texto cheio de nuances satíricas e repleto, ainda assim, de reflexões muito sérias (e que vale igualmente como retrato de uma época), transposto para esta sua representação, alcança um objectivo extremamente importante: fica na memória dos jovens que a ela assistem. Portanto, deste modo (e no mínimo), a literatura portuguesa é recuperada e permanece viva a caminho de um futuro que, conforme devemos assegurar, virá a ser culturalmente enriquecido pelo passado.
Um grupo de artistas com espírito de iniciativa e criatividade. Que trabalha com prazer e empenhamento. Que chama os jovens ao teatro. Artistas estes que merecem, sem dúvida, o nosso apoio...
Um grupo de artistas com espírito de iniciativa e criatividade. Que trabalha com prazer e empenhamento. Que chama os jovens ao teatro. Artistas estes que merecem, sem dúvida, o nosso apoio...


