A Terra do Nunca é aquele lugar mítico onde se encontra um rapaz que não quer crescer, ou melhor, que não quer deixar de ser criança. De acordo com a história de J. M. Barrie, esse rapaz era Peter Pan.
O Nunca pode ser apenas uma ficção porque é bem possível que nada possa ser alguma vez um nunca. Tudo é efémero e circunstancial. A própria morte pode não ser, igualmente, um nunca (mais...). Face ao desconhecido que encerra para nós, não o podemos saber.
Se existe um Nunca ou uma Terra do Nunca, só pode ser na nossa imaginação. E nisso, as crianças são sempre prodigiosas. Regressar um pouco (ou muito) à nossa imaginação de infância, não deixar morrer a criança que ainda possa existir em nós... é esse o sentido de toda a possível alusão a um lugar assim, onde possa encontrar-se um Peter Pan, uma Wendy ou uma Sininho e, claro, um Capitão Gancho.
Porque as crianças podem ser sempre o começo de algo genuíno e espontâneo... Num tempo onde se acredita e onde se projecta sem demasiada desilusão... Vale a pena imaginar a Terra do Nunca, viajar até lá num pequeno espaço onde se encontre o reflexo de tudo o que admiramos e que, por isso, faz viver a nossa sensibilidade.
Ser criança é ter o direito e a possibilidade de acreditar. Mesmo quando há pouco em que acreditar.
Porque as crianças podem ser sempre o começo de algo genuíno e espontâneo... Num tempo onde se acredita e onde se projecta sem demasiada desilusão... Vale a pena imaginar a Terra do Nunca, viajar até lá num pequeno espaço onde se encontre o reflexo de tudo o que admiramos e que, por isso, faz viver a nossa sensibilidade.
Ser criança é ter o direito e a possibilidade de acreditar. Mesmo quando há pouco em que acreditar.


