O dilema de Hamlet, na minha livre interpretação, continua a perpassar os instantes da existência, até mesmo ao nível das situações mais elementares.
O dilema do ser apenas se resolve temporariamente num longo sono recuperador de não ser. Até que o acordar exija o retomar da longa cadeia de decisões e tomadas de posição inerentes ao ser. Porque é isso a vida que não se quer perder... depois do mergulho no inconsciente que é imprescindível ao ente.
«Ser ou não ser, eis a questão:
Se é mais nobre no espírito sofrer
As fundas e flechas da fortuna ultrajante,
Ou brandir armas contra um mar de agravos,
E, opondo-os, fazê-los cessar. Morrer -
dormir,
Mais nada; e num sono dizer que cessou
O torno no peito e os mil choques naturais (...)»
Shakespeare, Hamlet
O dilema do ser apenas se resolve temporariamente num longo sono recuperador de não ser. Até que o acordar exija o retomar da longa cadeia de decisões e tomadas de posição inerentes ao ser. Porque é isso a vida que não se quer perder... depois do mergulho no inconsciente que é imprescindível ao ente.
Ser ou não ser, eis a questão.
Ser. Depois dos intervalos (...)
Ser. Depois dos intervalos (...)
«Ser ou não ser, eis a questão:
Se é mais nobre no espírito sofrer
As fundas e flechas da fortuna ultrajante,
Ou brandir armas contra um mar de agravos,
E, opondo-os, fazê-los cessar. Morrer -
dormir,
Mais nada; e num sono dizer que cessou
O torno no peito e os mil choques naturais (...)»
Shakespeare, Hamlet
Imagem: "O sono da razão produz monstros", Goya
