quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ser ou não ser



O dilema de Hamlet, na minha livre interpretação, continua a perpassar os instantes da existência, até mesmo ao nível das situações mais elementares.

O dilema do ser apenas se resolve temporariamente num longo sono recuperador de não ser. Até que o acordar exija o retomar da longa cadeia de decisões e tomadas de posição inerentes ao ser. Porque é isso a vida que não se quer perder... depois do mergulho no inconsciente que é imprescindível ao ente.

Ser ou não ser, eis a questão.
Ser. Depois dos intervalos (...)

«Ser ou não ser, eis a questão:
Se é mais nobre no espírito sofrer
As fundas e flechas da fortuna ultrajante,
Ou brandir armas contra um mar de agravos,
E, opondo-os, fazê-los cessar. Morrer -
dormir,
Mais nada; e num sono dizer que cessou
O torno no peito e os mil choques naturais (...)»

Shakespeare, Hamlet



Imagem: "O sono da razão produz monstros", Goya


8 comentários:

alice disse...

gostava que um dia aparecesse uma frase como esta, mas que após a vírgula dissesse "eis a resposta"! um grande beijinh, ana paula :)*

isabel disse...

ou brandir (nos) mares contra as armas. a essência do ser. a paz

beijo, Ana Paula

amfm disse...

Fico sempre muda diante de Hamlet...

Beijo

Art&Tal disse...

aguardo sempre pelo dia seguinte

é um drama

é uma comedia

é um drama

entre chuveiradas e discursos

um eterno adormecer e acordar

é...

jasmimdomeuquintal disse...

Shakespeare, ele mesmo, ele só...

Presença disse...

CreS(c)er... assim fazes.me
.
.
.
bjo doce
bom fim-de-semana

Bandida disse...

não ser. definitivamente. se há sonos de razão em consciências de termos agendadas.
não ser mesmo. em jeito de nada. e deixar que o novo nos emprenhe a razão de ser.

de todo. não ser.


beijo saudoso

e-ko disse...

ser e não ser, que importa? tão pequena ou nenhuma, a diferença!

apenas os humanos se interrogam sobre estas absurdas interrogações!

quando olho para o meu cãozinho ainda mais absurda me parece a questão!

beijo e abraço virtuais