quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Em modo lento

Agosto - está tudo dito. Este blogue anda cheio de Agosto!



Imagem: David Hockney, Three Chairs with a Section of a Picasso Mural (1970)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma ideia é como um vírus


Inception (em português A Origem) é um interessante filme de acção, suficientemente complexo e bem construído para chamar a atenção - portanto, a meu ver, digno de registo.
Perante ele, entramos no mundo da manipulação mais sofisticada, percorrendo as profundezas da mente, a partir de algo tão íntimo como os nossos sonhos. Neste caso, antecipa-se uma hipotética situação: a da possibilidade de sonhar em conjunto com outros.



A partir daqui, e com a arquitectura prévia desses sonhos partilhados, entretanto, assegurada, porque cuidadosamente concebida por mentes treinadas e adequadas ao objectivo, é toda uma descida a níveis cada vez mais profundos do inconsciente. O mundo é o do sonho dentro do sonho, e o do sonho dentro do sonho do sonho, ... penetrando cada vez mais num terreno labiríntico e perigoso, até chegar ao limbo.
Aspectos inquietantes ao nível da mente são abordados, em especial este princípio que é importante considerar: uma ideia é como um vírus. Uma vez implantada, tende a desenvolver-se de um modo nem sempre previsível ou possível de controlar.
Um outro universo Matrix que vale a pena ver neste Verão. 






Entrar no mundo de Inception  AQUI

Mais sobre o filme

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sem título


Às vezes, o que há para dizer, ainda que o momento seja transitório e efémero, é o quanto o mundo nos deslumbra, o tanto que nos fascina.





Fotos A.P.

domingo, 25 de julho de 2010

Coisas importantes

Gosto deste resultado algo híbrido: imagens de filmes antigos com música de Parov Stelar. Por outro lado, sempre acreditei nos benefícios de invocar o "espírito" Carmen Miranda, pelo menos cinco minutos por dia.
 Este é por conta dos cinco minutos deste domingo, mas dá para toda a semana...



Um bom domingo!


Com uma sugestão válida até Setembro -  Exposição Carmen Miranda


quinta-feira, 22 de julho de 2010

CoolJazzFest 2010


Ainda há tempo para estar presente no CoolJazzFest 2010.

O programa pode ser consultado  AQUI

 
Uma sugestão: 27 de Julho - Club des Belugas Orchestra

sábado, 17 de julho de 2010

Do Desassossego - III

«Devaneio entre Cascais e Lisboa. Fui pagar a Cascais uma contribuição do patrão Vasques, de uma casa que tem no Estoril.
Gozei antecipadamente o prazer de ir, uma hora para lá, uma hora para cá, vendo os aspectos sempre vários do grande rio e da sua foz atlântica. Na verdade, ao ir, perdi-me em meditações abstractas, vendo sem ver as paisagens aquáticas que me alegrava ir ver, e, ao voltar, perdi-me na fixação destas sensações. Não seria capaz de descrever o mais pequeno pormenor da viagem, o mais pequeno trecho de visível. Lucrei estas páginas, por olvido e contradição. Não sei se isso é melhor ou pior do que o contrário, que também não sei o que é.

O comboio abranda, é o Cais do Sodré. Cheguei a Lisboa, mas não a uma conclusão.»

Fernando Pessoa/Bernardo Soares, Livro do Desassossego -Segundo (8-4-1931)



Imagem: foto de A.P.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Convidado ou visitante?

«(...) uma tolerância limitada é claramente preferível a uma intolerância absoluta. Mas a tolerância continua a ser uma hospitalidade sujeita a um exame rigoroso, sempre sob análise, parcimoniosa e protectora da sua própria soberania. No melhor dos casos, é aquilo a que chamaria uma hospitalidade condicional, (...). Mas a hospitalidade pura ou incondicional não consiste nesse convite ("Convido-o, recebo-o de bom grado em minha casa, desde que se adapte às leis e às normas do meu território, de acordo com a minha língua, tradição, memória, etc."). A hospitalidade pura e incondicional, a própria hospitalidade, abre-se ou está antecipadamente aberta a alguém que não é esperado nem convidado, a quem quer que chegue como visitante completamente estranho, como recém-chegado, não identificável e imprevisível, em resumo, completamente outro. Chamar-lhe-ia uma hospitalidade de visitação em vez de convite. A visita pode ser efectivamente mais perigosa, e não devemos ignorar esse facto, mas será que uma hospitalidade sem riscos, uma hospitalidade apoiada por certas garantias, uma hospitalidade protegida por um sistema imunitário contra aquele que é completamente outro, será a verdadeira hospitalidade? (...)

Wege VII, Anselm Kiefer  (1978)


Uma hospitalidade incondicional é, com certeza, praticamente impossível de viver; não se pode de qualquer maneira, e por definição, organizá-la. O que quer que aconteça, acontece, quem quer que venha, vem (ce qui arrive arrive), e isso, no final, é o único acontecimento digno desse nome. E reconheço que este conceito de hospitalidade pura não pode ter qualquer estatuto legal ou político. Nenhum Estado o pode inscrever nas suas leis. (...)

A hospitalidade incondicional é transcendente ao político, ao jurídico, talvez mesmo ao ético. Mas (...) não posso abrir a porta, não posso expor-me à chegada do outro e oferecer-lhe seja o que for sem tornar esta hospitalidade efectiva, sem, de alguma forma concreta, dar algo determinado. Esta determinação terá, portanto, de reinscrever o incondicional em certas condições. Caso contrário, não dá nada. O que se mantém incondicional ou absoluto (...) arrisca-se a não ser nada se as condições (...) não fizerem disso alguma coisa (...). As responsabilidades políticas, jurídicas e éticas têm lugar, se acontecerem, apenas nesta transacção - que é de cada vez única, como um acontecimento - entre estas duas hospitalidades, a incondicional e a condicional.»

Jacques Derrida in Giovanna Borradori, Filosofia em Tempo de Terror (Diálogos com Jürgen Habermas e Jacques Derrida)



domingo, 11 de julho de 2010

Diego Stocco

  Afinal, como é que ele faz exactamente isto?


Music from a Bonsai



Experibass




Mais sobre Diego Stocco  AQUI

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Poemas da minha vida

Um poema especial tem que constar. Dei com ele há uns anos atrás...e logo constituiu, para mim, uma referência:

Que o medo não te tolha a tua mão
Nenhuma ocasião vale o temor
Ergue a cabeça dignamente irmão
Falo-te em nome seja de quem for

No princípio de tudo o coração
como o fogo alastrava em redor
Uma nuvem qualquer toldou então
céus de canção promessa e amor

Mas tudo é apenas o que é
levanta-te do chão, põe-te de pé
lembro-te apenas o que te esqueceu

Não temas porque tudo recomeça
Nada se perde por mais que aconteça
Uma vez que já tudo se perdeu

Ruy Belo


[o sublinhado é meu]

Regresso ao futuro

Muitas vezes, diz-se: nunca regresses a um lugar onde já foste feliz. Mas como não procurar todos os lugares que nos parecem compatíveis com...