terça-feira, 10 de maio de 2011

...e de longe se vê perto

«Sagredo - E até onde irão as novas observações e descobertas deste admirável instrumento?
Salviati - Se os progressos do telescópio devem ir a par com os das outras grandes invenções, é de esperar que com o tempo cheguemos a ver coisas que hoje são para nós inimagináveis. (...)»
in Galileu Galilei, Diálogo dos Grandes Sistemas (primeira jornada)

A separação do Herschel , meia-hora depois do lançamento em direcção a um território situado a cerca de 1,5 milhões de quilómetros da Terra  (Fonte: Agência Espacial Europeia)





Desde a célebre luneta de Galileu, até aos dias de hoje, um longo caminho foi percorrido... É caso para o lembrar, uma vez que o Observatório Espacial Herschel (um projecto da ESA) acaba de nos proporcionar uma espectacular imagem na qual, pela primeira vez, podemos observar nuvens de gases moleculares em expansão no interior de um conglomerado de galáxias. A imagem pode ver-se AQUI 

O telescópio recebeu o seu nome em homenagem ao astrónomo William Herschel (1738-1822).




7 comentários:

Mar Arável disse...

... de facto

é preciso abrir os olhos

Ana Paula Sena disse...

...muito! :)

vbm disse...

Há um blog interessante, de seu nome "outra Física" que expõe uma teoria heterodoxa, através de um diálogo do tipo galilaico, entre quatro personagens, dois homens e duas mulheres - e respectiva insinuação de sentimentos amorosos :) -, segundo a qual o universo não está nada em expansão, nós, observadores na Via Láctea, é que estamos a "encolher", a diminuir, a desaparecer numa minúscula dimensão, sendo tal encolhimento a causa do aparente distanciamento crescente das galáxias longínquas. Por outro lado, mostra curiosamente que o Espaço existe realmente, mas o Tempo não, é só uma comparação de espaços, e uma transformação (degradação) da matéria, que existe no Espaço... É um blog interessante! (e o autor é um físico) :)

Ana Paula Sena disse...

Obrigada pela dica, Vasco :) Hei-de pesquisar o blogue que indicas...

...de facto, há teorias a favor de uma contracção do nosso universo, em vez da sua expansão. seria ainda de assinalar, a este propósito, a teoria do universo estacionário de Fred Hoyle. enfim... um tema de especulação sempre fascinante, ainda que a ciência vá avançando, sobretudo a partir do que pode ver-se lá longe... muito longe!

quanto ao tempo... há aquele (des)trava-línguas: "o tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem; e o tempo responde ao tempo, que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem"! :)

um abraço.

vbm disse...

:))

Há um pequeno romance de ficção científica, escrito por Fred Hoyle e um seu filho, The Incandescent Ones, absolutamente fascinante pela trama da traição dos humanos aos robots, saldada num desfecho deveras surpreendente! :)

vbm disse...

Hei-de ler o Serge Latouche,
que mostras aqui ao lado!

Ana Paula Sena disse...

Olha, Vasco, esse não conhecia! deve ser giro! obrigada por me deixares mais essa dica :)

...o do Serge Latouche é deveras interessante. ainda ando a pensar em tudo o que li... depois, diz... o que pensaste sobre...