segunda-feira, 27 de agosto de 2012

just Drive

Aproveitar para ver alguns filmes que ficaram para trás nas minhas prioridades: foi o que me conduziu a Drive (2011), de Nicolas Winding Refn. O filme conta com este rapaz bem giro no papel principal - o Ryan Gosling. É um dos actores da moda e consigo perceber a razão. Além de giro, tem um certo carisma. Mas o filme é mais do que ele? Como sempre, uns dirão que sim, outros (as) dirão que não. E há quem afirme que o filme não vale nada. Eu encontrei-lhe algum interesse, apesar de ser extremamente violento. Lamentável, portanto, para não dizer muito pior.


Drive é um filme mas é também um homem. Aquele que encontra a sua identidade ao volante de um carro, manobrando-o perigosamente. O Driver. O carro é a sua arma, tão fatal como as mais fatais. Quanto ao resto, é um anónimo. É um como outro qualquer, perdido na imensidão da cidade... Silêncios, diálogos escassos, olhares desinteressados. Desencanto, sobrevivência, violência e horror. A inocência perdida e... quase reencontrada. O que valerá mais: um saco cheio de dinheiro, ou uma vida tranquila? E essa vida, será possível? A violência depende apenas das armas? Ou é um estado de espírito, uma espécie de inevitabilidade própria da selva na qual o mundo se transformou?
Trata-se de um filme sem grande densidade, um verdadeiro filme acerca do vazio, mas carregado de nostalgia. Que é também a das cores e dos adereços a lembrar os 80's.


Não fosse o meu interesse por automóveis e sua simbologia, podia ser tempo perdido. Mas, vendo bem, não. O público-alvo do filme é o dos jovens. Vale sempre a pena saber o que domina o seu universo. E porquê? Pois, porquê... porquê...

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