terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Nader e Dara

Podia muita coisa resolver-se assim? 


Abbas Kiarostami leva-nos a crer (genial e simplesmente) que sim.

[e eu acredito - apesar de ser muito ciosa/cuidadosa com os meus livros, prefiro a segunda solução]

12 comentários:

Manuela Freitas disse...

Muito interessante realmente a segunda solução...
Beijo,
Manuela

vbm disse...

:) Antigamente,

quando se emprestava um livro,
o primeiro cuidado era forrá-lo
com capa de papel costaneira,
castanho, azul ou pardo! :)

Ana Paula Sena disse...

Olá, Manuela :)

A segunda solução é construtiva, ao passo que a primeira destrói. Claro, há gente com quem é muito difícil construir seja o que seja. Por vezes, essa segunda opção converte-se numa impossibilidade. Lamentavelmente.

Um beijinho grande.

Ana Paula Sena disse...

Olá, Vasco:

...sim, ainda recordo quem assim fizesse. Sinal de respeito, acho.
Algo em desuso. No entanto, mesmo forrado, pode estragar-se. Mas que é um livro perante um amigo?! Um outro amigo!

Abraço :)

Porfirio Silva disse...

Um pequeno filme com a beleza das coisas importantes. E não, não é sobre livros... (que me desculpem os amantes de livros, que eu também sou)

Ana Paula Sena disse...

Tem razão ao assinalar, Porfírio - não é sobre livros. É sobre a amizade, a fraternidade, a possibilidade da paz, é sobre uma ética do cuidado, e tanto mais... na mesma linha.

Daniel Silva (Lobinho) disse...

A mensagem subjacente vai muito além e é fantástica num mundo hermético.

bjo amigo

TERESA SANTOS disse...

Ana Paula,

Escusado será dizer que o filme é belisssimo.
Há todo um continuum de atitudes, desde a expressão do olhar e o gesto subsequente, o medir de forças, a luta.
Depois é o apaziguamento, a paz, a amizade, a partilha, o sorriso cumplice.
Que bom seria se os homens tivessem esta atitude!

Ana Paula Sena disse...

Olá, Daniel :)

...abra-se o mundo para melhores dias!

Obrigada pela visita.

Ana Paula Sena disse...

Olá, Teresa :)

Partilho dessa visão atenta e em detalhe deste belo pequeno filme.

...que bom seria, Teresa, sem sombra de dúvida.

Um beijinho grande.

C. disse...

É sempre uma fascinação, o Kiarostami. Neste caso, como uma abertura para pensar a questão das escolhas.
Escolher como agir e como levar a agir. Bastante idealista, acho. E, se calhar, também por isso mesmo, belíssimo.

Beijinho

Ana Paula Sena disse...

Olá, C.

Gosto de tudo dele, a nível de cinema, mas falta-me ver o último filme dele, acerca do qual se diz ser uma obra menor.

Até agora, ocupa um lugar cimeiro nas minhas preferências cinéfilas. Até porque... ando numa fase algo "enjoada" da cinematografia própria da indústria norte-americana. A qual também tem o seu lugar, obviamente.
O Kiarostami é delicado e essencialista. Fugindo à mera superfície, faz pensar e educa o olhar.

Gostei muito de partilhar consigo :)

Beijinho grande.