sexta-feira, 9 de abril de 2010

Primavera e Esplendor na Relva

Para reflectir? Ainda mais para os sentidos...
Diz (no sentir de alguns) uma primavera antes a uma primavera depois:

What though the radiance
which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendor in the grass,
of glory in the flower,
We will grieve not, rather find
Strenght in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.

William Wordsworth, "Splendour in the Grass" in Intimations of Immortality from Recollections of Early Childhood

------ //------

Apesar de a luminosidade
outrora tão brilhante
Estar agora para sempre afastada do meu olhar,
Ainda que nada possa devolver o momento
Do esplendor na relva
da glória na flor,
Não nos lamentaremos, inspirados
no que fica para trás;
Na empatia primordial
que tendo sido sempre será;
Nos suaves pensamentos que nascem
do sofrimento humano;
Na fé que supera a morte,
Nos tempos que anunciam o espírito filosófico.

William Wordsworth, "Esplendor na Relva" (Tradução de Catarina Belo - Aqui)









Imagem de David Hockney:  pesquisa do Google

9 comentários:

vbm disse...

«Which having been must ever be»

É uma ideia que, com uma pequena modificação, dá o fundamento da realidade: - o que quer haja existido prova, ipso facto ser co-possível no, e com o, universo, pelo que a sua relação é potencialmente inteligível mesmo se actualmente inexistente.

José Rui Fernandes disse...

Um poema tão cheio de conteúdo... exactamente para ter em conta ao longo da vida.
E que post tão completo! A imagem, o poema, os excertos do filme.
Adorei, Ana Paula!

Um abraço

Mar Arável disse...

Tudo muito belo

Bj

poematar disse...

Agradeço as tuas palavras simpáticas e estimulantes deixadas no meu blogue; estou a precisar... Bem lembrado o poema e o filme, os quais fizeram lembrar-me outro filme com o mesmo título "Esplendor na relva" de Elia Kazan - um belíssimo que filme que tu, oportunamente, partilhaste aqui. Obrigado. Abraço e bom descanso também para ti.

anamar disse...

Belo!
Bom fim de semana, Ana Paula.
Ana

partilha de silêncios disse...

Gostei muito do poema, obrigada.

Bom fim de semana.

bjs

Fernanda disse...

Olá Ana Paula,

Andava por aí e acabei por descobrir este seu Blog.
Também tenho dois meus e sou colaboradora noutros três.
Digo isto tão somente porque o mais antigo de todos é o Diverse texts and Stories, onde tudo é publicado em Inglês.
Por isso fiquei radiante quando li este poema belíssimo, que não conhecia.
Parabéns pela singeleza linda desta sua casa.

Abraço,

Manuela Freitas disse...

Olá Ana Paula,
Obrigada pela partilha do poema, que eu não conhecia e é perfeito.
«Esplendor na relva» é de facto um filme inesquecível!...
Bj,
Manuela

Ana Paula Sena disse...

Obrigada a todos por partilharem comigo este poema que adoro.

Fernanda, seja bem-vinda :)
Já visitei os seus blogues. O Diverse Texts and Stories já está na minha barra lateral. Gosto muito de ler em inglês.
O Na Casa do Rau também já está guardado.
Volte sempre.

Abraços a todos :)