domingo, 15 de novembro de 2009

Um Profeta



Já com pena do Estoril Film Festival 2009 ter chegado ao fim, vi o filme que o encerrou: "Um Profeta", de Jacques Audiard, contando com a sua presença no final da sessão. Descobri o realizador ao tropeçar por acaso, na televisão, numa outra obra sua: "De tanto Bater o meu Coração parou". Fiquei desde logo, aí, presa ao desenrolar do filme. Agora, num registo bastante diferente, confirmo ser Audiard um excelente realizador de cinema.
Este seu último filme promete muitas polémicas, criadas em diferentes contextos (ver vídeo). Desde logo, o facto de não ter recebido o prémio principal no Festival de Cannes, atribuído a "O Laço Branco" de Michael Haneke. Bom, eu vi ambos os filmes, e o que posso dizer é que seria uma pena se qualquer deles não existisse. Visões diferentes, sem dúvida. Mas parece-me excelente que assim seja. Tenho mesmo muita pena que estas guerras de prémios existam.





"Um Profeta" é um filme forte. Pode não ser bonitinho, mas é interessantíssimo por tudo o que expõe da actual sociedade francesa, mas que podia bem ser a portuguesa, ou outra qualquer de hoje. Este olhar impiedoso sobre a (des) humanidade leva-nos a acompanhar o percurso de um anti-herói, no sub-mundo de uma prisão. Compreendemos que o filme é bom à medida que acompanhamos a paulatina construção da identidade de Malik El Djebena (numa memorável interpretação de Tahar Rahim). Há violência no filme, mas rotulá-lo deste modo seria reduzir a muitíssimo pouco tudo aquilo que ele é.
Para todos os que estiverem dispostos a vê-lo, é bom saber que estará brevemente nas salas de cinema.







Imagens: pesquisa do Google

13 comentários:

Manuela Freitas disse...

OLá Ana Paula,
Tenho andado desejosa de ver um bom filme e nada aparece por cá!...È assim que tenho lido muito sobre o Festival do Estoril e como estou longe fico com uma «dorzinha». Através do seu blogue tive conhecimento de alguns filmes, que espero cheguem às salas de cinema.
Bjs,
Manuela

Violeta disse...

Ainda bem que aproveitaste o festival, eu não... :(
Bjocas e boa semana

RAA disse...

Filmaço, não é, Ana Paula? Vou começar hoje as postagens. Um abraço.

anamar disse...

Boa Ana Paula! Ainda bem que viu O PROFETA e que vai estar aí... em breve...Pensei ir v^-lo mas
optei pelo premiado(s), THE GIRL , muito bom, deu para falar dele lá na "casinha" e á noite rever "AZUL"... Necessitava de algo mais "soft"...
Que estejamos cá para o ano... pois o festival está a prometer em qualidade e organização.
Abracinho e boa semana
:))

Benjamina disse...

Bom, e nós cá pelo norte, ficamos a ver navios... por agora! Quando chegar às salas de cinema, espero ir ver.

Eliete disse...

Ana Paula estou esperando ansiosamente para poder saborear essas indicações que você nos oferece. Maravilha, adorei.Que bom que você curtiu bastante. beijos, Eliete

Maria Ribeiro disse...

AS GUERRAS DOS PRÉMIOS SÂO POLITIQUICES QUE PODEM PREJUDICAR O VALOR DA MENSAGEM. FICO À ESPERA DE PODER VER O FILME. A VIOLÊNCIA? É SÓ OLHAR à nossa volta...
BEIJO DE LUSIBERO

poemar-te disse...

Que bom, Ana Paula! Consegues tempo para ir ao cinema, que bom. A Formação que estou a dar e a fazer em Língua Portuguesa ainda dá comigo em bruto: tempo para nada. Nem edito, nem escrevo, nem saio...Tudo de bom para ti.

Rui Figueiredo Vieira disse...

Pois... é a diferença entre cinema a serio e de enfeitar!

Martinha disse...

Bom cinema vale sempre a pena ver. Há alturas em que temos menos tempo para ir ao cinema e perdemos algumas pérolas.
Parabéns pelo seu blog.

Mar Arável disse...

Sempre oportunos os seus

comentários

na saudável diferença

audrey disse...

que dizer? ...

apenas sei que
na floresta só existem árvores, ceu, rios e terra...

(cinema... não há!)

C. disse...

Ai Ana Paula,
ainda bem que estes posts nos dão para colmatar as falhas.:=))

Quanto ao Audiard...o primeiro que vi dele foi esse que passou na tv, mas vi-o no cine, guiada pelo entusiasmo da crítica francesa. Não gostei do final, mas o jogo luz/sombra é fantástico. E aquele "cowboy" pianista... (cof! cof!)

Quero muito não perder "O Profeta".

Beijinho