quinta-feira, 6 de setembro de 2012

coisas pouco (?) importantes individuais-sociais

há sempre um belo dia e temos que largar tudo. começar de novo constantemente. talvez uma das razões porque gosto da minha profissão: a inevitabilidade de aprender ano após ano que ninguém nos pertence. tudo segue o seu curso e as pessoas também. sem dúvida eu sigo o meu.
chegados os anos da maturidade venho a reparar: a amizade constrói-se por vezes com os contornos do "trabalhar com". e hoje sinto especialmente saudades daqueles e daquelas com quem trabalhei. estas são apenas palavras de afecto por todos esses e essas com quem formei uma equipa. que me fizeram crescer e ser melhor. conhecerei outros e outras assim certamente. mas de mim tudo seria diferente sem o exacto tempo que passou. 
ocorre-me Em Busca do Tempo Perdido... mas Proust é Proust. eu só consigo dizer que o tempo perdido vai estar presente no meu agora e no meu amanhã. enquanto andar por aqui pelo mundo. há tempos bons e inesquecíveis. 
afinal não é por acaso que tenho sempre presente:

(...)
não temas porque tudo recomeça
nada se perde por mais que aconteça
uma vez que já tudo se perdeu

Ruy Belo

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