sábado, 29 de junho de 2013

Lugares

Não, não abandonei este espaço. Mas a disponibilidade para escrever - afinal, é o que justifica a sua existência - tem sido quase nula. Nada disto passa por ser obrigação. É mais devoção. A disponibilidade requer tempo livre mas, sobretudo, exige um espaço psicológico. Que tem estado em crise - assim como tudo. Apesar disso... eis que esse estado crítico se insinua mais, um estado que é para mim também um lugar a ocupar a minha mente, mais crítico porque mais instável - um equilíbrio instável é o que pode exigir-me palavras escritas. Viver activamente pode ser existir apenas numa espécie de modorra desgastante. Mas há outras formas de vida possíveis. Às vezes tão distantes como as tais profundas galáxias que adivinhamos existirem para lá de... no universo imenso. Outras vezes, tão próximas quanto a nossa imaginação.
É porque escrever é preciso. É porque continuar é preciso.

Até já.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Música para catharsis





Agora é só pôr em prática


Questões de dignidade

No reino dos fins, tudo tem ou um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode pôr-se em vez dela qualquer outra como 'equivalente'; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto, não permite equivalente, então tem ela dignidade.
I.Kant, Fundamentação da Metafísica dos Costumes

domingo, 19 de maio de 2013

Maio

tenho conseguido mantê-lo(a) florido(a)

Foto A.P.

e la nave va... com música


notas para agitar a psicologia que há em 'nós'

Há casos em que nós, os psicólogos, nos portamos como cavalos, e nos inquietamos: vemos a nossa própria sombra oscilar para cima e para baixo diante de nós. O psicólogo se quer ver algo tem que afastar a vista de si.
Nietzsche, "Sentenças e Farpas" in Crepúsculo dos Ídolos - ou como se filosofa às marteladas

O 'Grande Gatsby' de Baz Lurhmann


Fui ver. Posso dizer que gostei, apesar de ser um certo 'pastiche' que traz um grande clássico aos dias de hoje - o resultado é bastante interessante mas desagradará aos puristas. Que eu não sou totalmente.
Primeiro ponto forte: trazer ao presente a grande literatura pelo nome de F. Scott Fitzgerald - "O Grande Gatsby" é para muitos inadaptável ao cinema. Mas uma coisa não precisa de substituir a outra, pois não?
Segundo ponto forte: a ousadia de Baz Luhrmann.
Os pontos fracos deixo para os críticos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Liberdade


A presença das formigas
Nesta oficina caseira
A regra de três composta
Às tantas da madrugada
Maria que eu tanto prezo
E por modéstia me ama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama

Liberdade
Liberdade

Quem disse que era mentira
Quem disse que era mentira
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida

 
A presença das formigas
Nesta oficina caseira
A regra de três composta
Às tantas da madrugada
Maria que eu tanto prezo
E por modéstia me ama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama

 
Liberdade
Liberdade
 
Quem disse que era mentira
Quem disse que era mentira
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida


Letra e Música: José Afonso
Álbum: Coro dos Tribunais (1974) 

domingo, 21 de abril de 2013

don't worry! be happy :))

o que mais custa entender é a felicidade. o céu azul ofuscado pelo sol impiedoso à semelhança da impiedade na terra quando se cortam os humanos em postas para cozinhar à la carte em lume brando. e todos vivem felizes porque se assim não viverem os deuses podem discernir na tristeza e declaração de insatisfação um hipotético sinal de fraqueza ou... isso. o que mais custa entender é a felicidade diária como se fosse questão de repetição assegurada pelos dias sucessivos do nascer do sol ao sol posto e tudo está no seu lugar porque é assim simplesmente. como se a felicidade não fosse apenas coisa de um instante ou então como se não fosse tudo aquilo que é difícil manter. o que mais custa é a felicidade infeliz. o que mais custa é o canto dos passarinhos como se não povoassem os céus abutres. o que mais custa é a falta de gravidade sem nunca chegar a levitar. o que mais custa é isto tudo repleto de nadas.

Regresso ao futuro

Muitas vezes, diz-se: nunca regresses a um lugar onde já foste feliz. Mas como não procurar todos os lugares que nos parecem compatíveis com...