ah o chazinho e as torradas nas noites de inverno fazem parte do sentido da vida. isso enquanto os destinos - nossos - se jogam nas mãos daqueles que nos fazem ver dia após dia que o tal véu de Maya assinalado por Nietzsche n' A Origem da Tragédia nunca será realmente levantado. pois nunca saberemos o que andam realmente a fazer. esses tais. tão seguros de si. parece. de poder nas mãos. mas se soubermos não vamos entender e se entendermos não poderemos aceitar ou legitimar. ficaremos na semi-obscuridade. que é o lugar onde ficam os que exigem a impossibilidade das verdades claras. e até podia parecer tudo bem. uma espécie de inevitabilidade interiorizada. mas um dia o chazinho e as torradas vão acabar. até já não constam da vida de inúmeros. companheiros nossos. de existência. qualquer sentido vive nesse lugar de semi-trevas. o de não compreender inteiramente isto. e pior. o de não poder resolvê-lo.
deve ser por isso que me interessa saber mais sobre as estepes longínquas. para encontrar melhor a devastação. de um país que não é estepe. apenas planície além ou aqui. e no entanto árido por dentro. sem horizonte por fora. ignora. e desconhece a beleza do deserto. longe das coisas essenciais. as luzes falham no palco. mas a peça continua: maus dramaturgos. e um gole de chá ainda quente. chegaremos ao tempo sim. do oxigénio privatizado.
1 comentário:
A vida é um sopro
mas é preciso soprar
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