domingo, 19 de maio de 2013

O 'Grande Gatsby' de Baz Lurhmann


Fui ver. Posso dizer que gostei, apesar de ser um certo 'pastiche' que traz um grande clássico aos dias de hoje - o resultado é bastante interessante mas desagradará aos puristas. Que eu não sou totalmente.
Primeiro ponto forte: trazer ao presente a grande literatura pelo nome de F. Scott Fitzgerald - "O Grande Gatsby" é para muitos inadaptável ao cinema. Mas uma coisa não precisa de substituir a outra, pois não?
Segundo ponto forte: a ousadia de Baz Luhrmann.
Os pontos fracos deixo para os críticos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Liberdade


A presença das formigas
Nesta oficina caseira
A regra de três composta
Às tantas da madrugada
Maria que eu tanto prezo
E por modéstia me ama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama

Liberdade
Liberdade

Quem disse que era mentira
Quem disse que era mentira
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida

 
A presença das formigas
Nesta oficina caseira
A regra de três composta
Às tantas da madrugada
Maria que eu tanto prezo
E por modéstia me ama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama
A longa noite de insónia
Às voltas na mesma cama

 
Liberdade
Liberdade
 
Quem disse que era mentira
Quem disse que era mentira
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida


Letra e Música: José Afonso
Álbum: Coro dos Tribunais (1974) 

domingo, 21 de abril de 2013

don't worry! be happy :))

o que mais custa entender é a felicidade. o céu azul ofuscado pelo sol impiedoso à semelhança da impiedade na terra quando se cortam os humanos em postas para cozinhar à la carte em lume brando. e todos vivem felizes porque se assim não viverem os deuses podem discernir na tristeza e declaração de insatisfação um hipotético sinal de fraqueza ou... isso. o que mais custa entender é a felicidade diária como se fosse questão de repetição assegurada pelos dias sucessivos do nascer do sol ao sol posto e tudo está no seu lugar porque é assim simplesmente. como se a felicidade não fosse apenas coisa de um instante ou então como se não fosse tudo aquilo que é difícil manter. o que mais custa é a felicidade infeliz. o que mais custa é o canto dos passarinhos como se não povoassem os céus abutres. o que mais custa é a falta de gravidade sem nunca chegar a levitar. o que mais custa é isto tudo repleto de nadas.

Actualidade


Antiguidade


(...) a expressão de Dionísio é verdadeira: ele dizia com efeito que o maior benefício do governo era fazer o que queria com facilidade. Existe portanto um grande perigo que aquele que pode fazer o que quer queira o que não deve.
Plutarco, A Um Dirigente Sem Educação 
 

terça-feira, 16 de abril de 2013

o nosso (às vezes) caviar



caviar

por entre tanta comentação que agora há, deparei-me ultimamente com uma útil informação (não posso precisar vinda de quem, dada a crescente multiplicidade de comentadores existente por estes tempos). mas fiquei a mastigar o caso. ei-la: agora, além de uma esquerda caviar, há também entre nós uma direita caviar. bom, eu até acredito, mas não comento (acho que chega de comentadores, apesar de sempre ter previsto que tal actividade viria a tornar-se uma carreira promissora). limito-me a perguntar: onde é que está o caviar??!!! é que a gente também quer!!!

domingo, 14 de abril de 2013

agora que veio o sol

Shadows and Fog, Woody Allen (1991)

pode dizer-se que vivemos entre sombras e nevoeiro. vem isto a propósito de um filme meu favorito inesperadamente revisto - de Woody Allen. e vem também a propósito desta permanente indefinição em que vivemos aqui por terras lusas - já não sabemos quem é quem nem de que terra é. qual o quadrante onde devo situar aquele? e o outro? tudo se esfuma e não é numa só noite, como no filme. nem num só dia. é mesmo ao longo dos dias, das semanas e dos meses... e cada um pode confundir-se com outro... afinal não estamos sempre aptos ou predispostos a percepcionar tanta complexidade. tanta urdidura. temos de poder confiar nas coisas. é muito importante - diz Kleinman. o problema é que, tal como ali, estamos envoltos em névoas. tal como ali, não sabemos quais as alternativas. e qualquer dia, tal como lá, seremos identificados pelo cheiro. absurdo? sim, mas o universo pode tornar-se eminentemente kafkiano. sombrio e nublado. do mesmo modo, na ausência de algo claro e evidente rompendo o nevoeiro, nada impede que deixemos de acreditar, ao ponto de duvidar da nossa própria existência.
é por estas e por outras que gosto do expressionismo alemão. mesmo revisitado.

sexta-feira, 12 de abril de 2013