terça-feira, 24 de julho de 2012

é o melhor lilaré que conheço


...para agarrar à terra: lilaré lilará lilaré lilarô...


Dazkarieh



segunda-feira, 23 de julho de 2012

viagem a Marte

A 5/6 de Agosto chega a Marte Curiosity ou Mars Science Laboratory (MSL). Depois de Spirit e de Opportunity, é a vez de mais uma fantástica máquina passear pelo planeta vermelho, agora para estudar a sua geologia e o seu clima, assim como para avaliar uma possível habitabilidade. Todos estes robots fazem parte da Mars Exploration Rover Mission. Entretanto, sabe-se que a entrada na atmosfera de Marte será um momento difícil, sendo que todos os cenários possíveis foram antecipados e calculados pelos responsáveis da missão. É neste sentido que se assinalam os 7 minutos críticos ("de terror") que vão condicionar esta aterragem, ainda há bem pouco tempo apenas possível na nossa imaginação. Mas... e se fosse uma missão tripulada por humanos? Por enquanto, não é de todo possível, mas fazem-se preparativos vários para aí chegar... um dia.
As diversas fases do actual empreendimento - a missão para levar Curiosity a Marte - são-nos apresentadas neste pequeno vídeo, no qual se reconstituem: o momento crítico da aterragem e também alguns dos trabalhos a realizar posteriormente.

interessante...


Em frente de nós, na borda a nordeste do largo, um regimento de soldados do rei rodeia a Igreja de São Domingos formando um semicírculo diante da entrada. Atrás deles, vê-se uma fila de cavaleiros, ao todo talvez uns vinte.
- Deve ter havido um acordo qualquer entre o governador e a hierarquia dos dominicanos para poderem ficar em Lisboa - comenta por gestos Farid.
- Quando a matança acaba, a Coroa manda as tropas - replico -. É um grande conforto saber que ele nos apoia com tanta coragem, não achas? 
Enquanto caminhamos, observamos a atitude respeitosa do povo da cidade, o mesmo povo que um dia ou dois antes era capaz de exigir a cabeça do rei. «Esta passividade está profundamente entranhada nas almas dos cristãos portugueses» penso. «Nunca nenhuma revolta há-de aqui ter sucesso.»
Richard Zimler, O último Cabalista de Lisboa

domingo, 22 de julho de 2012

sábado, 21 de julho de 2012

da boa música portuguesa



catharsis de verão

é preciso circunscrever a acção às suas consequências. uma acção inconsequente em matérias importantes é voto de imbecilidade. o país não pode avançar à custa do entretenimento balofo das coisas mais que sabidas. mas essa é a grande ocupação. silly ou não silly season. vamos apertar bem o cinto pois no poupar é que está o ganho. mas antes que a verborreia me tome ou me consuma impõe-se descansar. há mais vida para além da pequenez de espírito que envolve a politicazinha deste país a transbordar de sofrimentos reais. precisamente o que há para além de... descansar é pois neste ângulo de visão e de acção um longo mergulho na realidade. splash!

terça-feira, 17 de julho de 2012

segunda-feira, 16 de julho de 2012

liberdade

  ...para parar, ler e pensar

Uma sociedade autónoma, verdadeiramente democrática, é uma sociedade que questiona qualquer sentido pré-determinado e na qual, por isso mesmo, se liberta a criação de novos significados. Cada indivíduo é livre de nela criar, para a sua vida, o sentido que puder e desejar, mas é absurdo pensar que o poderá fazer fora de todo o contexto e de todo o condicionamento social e histórico. (...) O indivíduo individualizado cria um sentido para a sua vida ao participar nos significados que a sua sociedade cria, ao participar, seja enquanto «autor», seja enquanto «receptor» (público) da criação desses significados e insisti sempre no facto de que a verdadeira «recepção» de uma nova obra é tão criativa quanto a sua própria criação. (...)
Pergunta-me se a experiência da liberdade não se torna insuportável. Existem duas respostas a essa pergunta que são solidárias. Ela torna-se insustentável na medida em que não se consegue fazer nada com essa liberdade. Para que a queremos? Antes de mais, por si mesma, claro, mas também para poder fazer coisas. Se não se pode, se não se quer fazer nada, transforma-se na figura pura do vazio. Horrorizado perante esse vazio, o homem contemporâneo refugia-se no sobre preenchimento laborioso dos seus «lazeres», num hábito enfadonho cada vez mais repetitivo e acelerado. A experiência da liberdade é, ao mesmo tempo, indissociável da experiência da mortalidade. (...) Um ser, indivíduo ou sociedade, não pode ser autónomo se não aceitar a sua mortalidade. Uma verdadeira democracia, e não uma «democracia» simplesmente processual, uma sociedade auto-reflexiva e que se auto-institui, que pode questionar sempre as suas instituições e os seus significados, vive precisamente na experiência da mortalidade virtual de qualquer significação instituída. Só a partir daí é que pode criar e, consequentemente, instaurar «monumentos perenes», imortais, enquanto demonstração, para todos os que se seguirão, da possibilidade de criar o significado, enquanto se mora à beira do Abismo. Ora é evidente que a derradeira verdade da sociedade ocidental contemporânea é a fuga perdida perante a morte, a tentativa de encobrir a nossa mortalidade, que se negoceia de mil e uma maneiras, pela supressão do luto, pelos «agentes da morte», pelas intermináveis tubagens e ramificações da teimosia terapêutica, pela formação de psicólogos especializados na «assistência» àqueles que estão a morrer, pelo afastamento dos idosos, etc.

Cornelius Castoriadis, A Ascensão da Insignificância - Entrevista publicada em Esprit, Dezembro de 1991

quinta-feira, 12 de julho de 2012

filosofia pequenina

a existência do outro na consciência de si talvez justifique o inquietante desejo de viver para o compreender: ao outro e ao si que existe com essa presença irredutível da alteridade.